Harvard, 1947. O Mark II parava sem explicação. Voltava. Parava de novo.
Falha intermitente — o pior tipo que existe, porque some justo na hora em que você vai medir.
Depois de horas de procura, a equipe abriu o relé número 70 e encontrou uma mariposa presa entre os contatos. Tiraram o inseto, colaram com fita no caderno de registro e anotaram a hora. Primeiro caso documentado de um bug encontrado.
A palavra já existia na gíria da engenharia. Aquele foi o dia em que ela virou literal.
A piada é boa. A parte útil é outra 👇
Quase 80 anos depois, boa parte do que chamam de bug ou “problema de software” continua sendo física. Torque errado. Contato oxidado. Laço de terra. Inversor sem filtro sujando o sinal analógico. Fonte no limite que só derruba o CLP quando três motores partem juntos.
O programa é determinístico: faz sempre a mesma coisa, milhares de vezes por segundo. Quando o comportamento é intermitente, a resposta quase nunca está na lógica.
Antes de reprogramar, abre o painel.


